Mais de 100 pessoas, entre estudantes, museólogos, pedagogos e historiadores foram conferir na quarta-feira (13) a abertura da Exposição Educativa de Mosaico “Cores e Sabores”, no Museu da Cerâmica Udo Knoff, Rua Frei Vicente, nº 03 – Pelourinho. A mostra é resultado do programa de oficinas estéticas realizado com alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae/CEFAP) e desenvolvido a partir de técnicas de sensibilização sensorial. A exibição, aberta ao público, fica até o dia 25 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábados e domingos, das 13h às 17h.
Em clima harmonioso, cheio de alegrias e curiosidades, a exibição conta com cerca de 90 peças feitas em mosaico, típicas da Feira de São Joaquim, como base nas atividades realizadas pelos alunos da Apae, localizada defronte a Feira. “Achei muito legal a exposição e, das peças, a que mais gostei foi o porquinho”, comenta Núbia Margarete, 18 anos, uma das alunas da Apae, contente pelo desenho que a própria criou.
Ruth Damasceno Campos, mãe de Melquisedeque Damasceno, um dos alunos da Apae, ficou gratificada pela exibição das peças, especialmente pela felicidade do filho. “Meu filho passou por todas as Apaes, e agora, há 5 anos, ele está na Apae de São Joaquim. Ele está encantado com a exposição e eu também. Sempre estive junto com os professores para valorizar o trabalho deles e dar apoio. Estou feliz porque meu filho está feliz, orgulhoso pelo filtro azul que fez. Estou agradecida pela Apae e pelos professores”, afirma Ruth.
O “Cores e Sabores” também serviu para reabrir o Museu Udo, que estava fechado para manutenção. “Abrir o espaço para a exposição é bem interessante. O Museu ficou fechado por causa de manutenção no telhado, e foi reaberto para essa grande exposição”, comenta a museóloga Renilda Santos do Vale.
Estiveram presentes representantes da Diretoria de Museus (Dimus), como Ana Liberato, assessora da Dimus, representando a diretora Maria Célia Moura. “Gostei muito. É um trabalho gratificante dos alunos, tendo como conhecimento e base a Feira de São Joaquim. Observei os meninos felizes e considero uma honra a exposição estar aqui no Museu Udo Knoff”. Para Cristina Melo, responsável pelo Núcleo de Arte e Educação da Dimus, “a proposta do projeto com os alunos é maravilhosa. Mostra um universo diferenciado e rico, com as obras dos alunos. Sem essa exposição, o museu não seria reaberto”.
Com as peças do mosaico, eles pensam em deixar uma para cada aluno, na qual eles mesmos irão escolher o que eles fizeram em individual para guardarem de lembranças. Alguns irão fazer um pequeno acervo na própria Apae de São Joaquim e, os outros, pensam em fazer um leilão para arrecadarem uma ajuda. “Estamos precisando de parceiros para o projeto”, diz Adelina.
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