terça-feira, 29 de março de 2011

Salvador - 462 anos



Um pouco da História
   Antes mesmo de ser fundada cidade, a região já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Em1534 foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares, o Caramuru, e sua esposa, Catarina Paraguaçu.


   Em 1536, chegou à região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.

    Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa e a sua comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa.

  Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de três anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas.

   Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de Julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração.

    A cidade foi invadida pelos neerlandeses em 1598, 1624-1625 e 1638. O açúcar, no século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século a Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.

   Em 1798, ocorreu a Revolta dos Alfaiates, na qual estavam envolvidos homens do povo como Lucas Dantas e João de Deus, e intelectuais da elite, como Cipriano Barata e outros profissionais liberais.

    Em 1809, Marcos de Noronha e Brito, o conde dos Arcos, iniciou sua administração, a qual foi muito benéfica à cidade. Em 1812 ele inaugurou o Teatro São João, onde mais tarde Xisto Bahia cantaria suas chulas e lundus, e Castro Alves inflamaria a platéia com os maravilhosos poemas líricos e abolicionistas. Ainda no governo do Conde dos Arcos, ocorreram os grandes deslizamentos nas Ladeiras da Gameleira, Misericórdia e Montanha.

    Em 1835 ocorre a revolta dos escravos muçulmanos, conhecida como Revolta dos Malês. Durante o século XIX, Salvador continuou a influenciar a política nacional, tendo emplacado diversos ministros de Gabinete no Segundo Reinado, tais como José Antônio Saraiva, José Maria da Silva Paranhos, Sousa Dantas e Zacarias de Góis. Com a proclamação da República, e a crise nas exportações de açúcar, a influência econômica e política da cidade no cenário nacional decresce.

   Em 1912 ocorre o bombardeio da cidade, causado pelas disputas entre as lideranças oligárquicas na sucessão do governo: é destruída a Biblioteca e Arquivo, perdendo-se de forma irremediável, importantes documentos históricos da própria cidade.




Por isso, hoje a nossa querida cidade está em grande festa, apesar de tantos problemas existentes, ela ainda continua demonstrando a sua beleza e simpatia.


Parabéns Salvador - Cidade Maravilhosa!



sábado, 26 de março de 2011

São Joaquim é campo para projeto com APAE até abril




Até o final do próximo mês de abril (2011) a Feira de São Joaquim é o grande campo de experimentação para o projeto Cores e Sabores que beneficia adolescentes e adultos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), com apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
“Os editais do IPAC apoiam projetos da sociedade civil que realizam ações educativas e promovam os bens culturais baianos, sejam eles materiais ou imateriais”, explica o coordenador de editais da Assessoria Técnica do IPAC, Layno Pedra. Segundo o técnico, os editais garantem, ainda, ferramentas mais transparentes e democráticas para a distribuição de recursos públicos.
O projeto ganhou aporte de R$ 34,7 mil do IPAC depois de selecionado por comissão formada por especialistas das áreas da educação, história e antropologia. De 2009 a 2011 o IPAC vem executando 73 projetos. “Os recursos são do Fundo de Cultura do Estado e, em dois anos, de 2008 a 2010, já foram investidos mais de R$ 2 milhões”, relata Pedra. 
Localizada entre a Avenida Oscar Pontes e às margens da Baía de Todos os Santos, em Salvador, a São Joaquim é a maior feira ao ar livre da capital baiana. Antes de 1964 quando ocorreu um incêndio, ela ocupava área próxima, alagadiça e à beira-mar, em frente à Casa Pia e Órfãos de São Joaquim – edificação de 1709 e tombada como monumento nacional desde 1941 – em local denominado Água de Meninos. Além de central de abastecimento de produtos do Recôncavo, a feira tem importância por sua dimensão sócio-cultural simbólica que detém ricas tradições, saberes e fazeres estruturantes da identidade baiana.
Segundo Sandra Bahia, professora da Apae, o projeto Cores e Sabores é apoiado pela associação com cessão de espaço e estrutura interna para encontros e aulas. “Os alunos passam a conhecer a feira, atividades dos feirantes e produtos comercializados, obtendo mais vivências e conhecimentos”, comenta a educadora. O projeto foi elaborado e inscrito nos editais do IPAC pela arte-educadora Adelina Rebouças e o arquiteto e museólogo Afrânio Simões Filho.
Ao conhecer a feira, os alunos ganham conhecimentos sobre matemática via comercialização de produtos e a variedade do artesanato baiano, são acolhidos na inserção sócio-cultural aprimorando noções cognitivas e sensoriais fundamentais para o desenvolvimento de pessoas especiais. “Esse projeto incentiva os alunos a evoluírem, mostrando a realidade fora das salas de aula”, diz Edinaldo Jesus, comerciante da feira há mais de 20 anos que presenciou uma das visitas.
A Apae é filantrópica, sem fins lucrativos e presta assistência a pessoas com deficiência intelectual. As doações à Apae são revertidas para atendimento. Centros médico, educacional, formação profissional, laboratório, triagem neonatal e difusão de tecnologia são alguns dos serviços da entidade. “A Apae tem apoio do SUS, da população, convênio com empresas e recebe doações também via telemarketing”, explica Mariana Mota, professora da instituição.
Contatos com Apae através do telefone (71) 3313-6788. Já os editais do IPAC e projetos vencedores são publicados no site www.ipac.ba.gov.br. Mais informações através do endereço eletrônico editais@ipac.ba.gov.br e, nos horários comerciais, via telefones (71) 3117- 6491 ou 3117-6492.

Assessoria de Comunicação IPAC – em 24.03.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 – Texto base: estagiária Érica Teixeira e Geraldo Moniz. Contatos: (71) 3117-6490, ascom.ipac@ipac.ba.gov.br www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba

quarta-feira, 16 de março de 2011

IPAC finaliza conservação predial em imóveis no Pelourinho


Responsável por 235 imóveis no Centro Histórico de Salvador (CHS) o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), acaba de finalizar serviços de conservação nos prédios sob sua administração. O número de casas do IPAC corresponde a apenas 7,8% do total dos três mil imóveis estimados no Centro Histórico. Autarquia da secretaria estadual de Cultura (SecultBA), o Instituto é responsável pela política de salvaguarda dos bens culturais da Bahia.

Segundo o gerente de Patrimônio do IPAC, Raul Chagas, foram beneficiados 15 imóveis no Pelourinho que necessitavam de obras emergenciais, com investimento de R$ 237 mil. Duas intervenções ocorreram através da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), e o restante foi executado pelo próprio IPAC.
Recuperação de telhados e esquadrias de janelas, estabilização de fachadas, proteção com gradis, reposição de rampas, colocação de portões, e até execução de lajes e guaritas, foram alguns dos serviços. Beneficiaram-se casas nas ruas Frei Vicente, Alfredo Britto, Gregório de Mattos, Laranjeiras, Guedes de Brito, na Ladeira do Carmo, Largo Jubiabá, Mercado de Santa Bárbara e estacionamento Quarteirão Cultural. Após as reformas as casas são pintadas. “Conseguimos ainda a individualização do abastecimento de água em alguns imóveis”, comenta Chagas.
“A reforma é excelente. Fizeram pintura e ficou bem melhor”, comenta Evaldo Oliveira, proprietário do Ateliê dos Artistas Primitivos. “Parou de molhar depois da reforma no telhado”, afirma Marinalva Machado, da Fundação Mestre Bimba, que ocupa outra casa. O IPAC é responsável ainda pelo Palacete das Artes Rodin Bahia (Graça), Museu de Arte Moderna (Avenida Contorno), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), Forte de Santo Antônio (Carmo), e Palácio da Aclamação (Campo Grande).
Outros imóveis do CHS devem ser mantidos, como determina a legislação, por seus respectivos proprietários. “Muitos pensam, erroneamente, que o IPAC é responsável por todos os imóveis do Pelourinho, mas administramos apenas 235”, esclarece Raul Chagas.Pela Constituição Brasileira a administração do CHS é responsabilidade da Prefeitura do Salvador. Como o local é tombado pela União, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), esse órgão federal sobrepõe a tutela nessa parte da capital.
Durante as décadas de 1980 e 1990 o Estado fez desapropriações no CHS obrigando o IPAC a ficar com 237 imóveis (7,8%). “Realizamos obras, mas, contratualmente, os ocupantes são responsáveis legais pela manutenção dos imóveis que ocupam”, conclui o gerente do IPAC. Já os proprietários dos 92% restantes seriam particulares diversos, Igreja Católica Romana, Santa Casa de Misericórdia e irmandades católicas.
Os valores que o IPAC cobra pelas permissões de uso de seus imóveis são “locação social” já que sempre estão abaixo 60% do valor de mercado, reforçando a necessidade dos ocupantes se responsabilizarem pela manutenção. Outras informações sobre os imóveis do IPAC são disponibilizadas na Gepai/IPAC, via telefones (71) 3117-6496 e 3117-6489. Mais dados do IPAC no site www.ipac.ba.gov.br.

Assessoria de Comunicação – IPAC – em 14.03.2011
Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 - Texto: estagiária Érica Teixeira e Geraldo Moniz.  Contatos: (71) 3117-6490, ascom.ipac@ipac.ba.gov.br www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba

sexta-feira, 11 de março de 2011

Feira de São Joaquim

De 2007 e 2011, a Política Pública de Editais do IPAC vem executando 73 projetos culturais de autoria da sociedade civil atingindo cerca de 200 municípios
Depois do recesso de final de ano (2010), o projeto Feira de Cores e Sabores em São Joaquim – considerada a maior feira livre de Salvador – retoma suas atividades neste primeiro semestre (2011), com 40 novos alunos, separados em duas turmas e auxiliados por cinco professores. Inspirados na riqueza cultura da feira, os aprendizes, com idades entre 16 a 30 anos, assistiram a vídeodocumentário, interagiram com orientadores, criaram fotos e imagens com pedrinhas de azulejos e papéis picotados para futura exposição.

Trata-se de um dos 73 projetos vencedores executados, desde 2007, através da política pública de editais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da secretaria estadual de Cultura (SecultBA). Os editais são realizados com recursos do Fundo de Cultura já atingindo, de 2007 a 2011, cerca de 200 municípios. “Os editais permitem que a sociedade civil participe efetivamente das políticas públicas, garantindo ferramentas transparentes e democráticas na distribuição de recursos estaduais para as ações culturais”, explica o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça.

O projeto Feira de Cores e Sabores que foi contemplado com R$ 34,7 mil do IPAC/SecultBA, acontece no Centro de Formação e Acompanhamento Profissional da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), localizado ao lado da Casa Pia e Órfãos de São Joaquim, prédio originário do início do século 18. O objetivo é valorizar, com os alunos da Apae, os patrimônios materiais e imateriais da feira de São Joaquim, assentada em 34 mil m² às margens da Baía de Todos os Santos, na cidade baixa da capital baiana.

A iniciativa foi criada pelo arquiteto e museólogo Afrânio Simões Filho e a arte-educadora Adelina Rebouças. O projeto tem três etapas, com visitas guiadas à feira, contato com a diversidade e representações culturais e, depois, a construção de um blog, no qual serão inclusas notas e imagens acerca das atividades desenvolvidas.

“Desse modo, a feira se torna um campo de estudos”, destaca Adelina Rebouças. “Gosto das aulas e aprendo muitas coisas interessantes”, comenta Sandro Pereira, 17, um dos alunos da Apae. Amanhã, dia 22, os alunos terão a segunda atividade na feira para comprar frutas juntos aos barraqueiros. “Na visita anterior os alunos apreenderam sensações sobre objetos, cores, aromas e a dinâmica da feira, agora os eles decidem o que comprar, aprendendo sobre preços e estimulando o trabalho em equipe”, diz Adelina.

Ainda neste mês de fevereiro, estão a leitura de livros e apresentação de filmes como “A Grande Feira” (1961), do cineasta baiano Roberto Pires – etapa que provoca reflexões sobre as saídas de campo. Em abril de 2011 o resultado será mostrado em exposição pública. Informações sobre os editais do IPAC são disponibilizadas através do site www.ipac.ba.gov.br, endereço eletrônicoeditais@ipac.ba.gov.br e telefones (71) 3117- 6491 ou 3117-6492.


Assessoria de Comunicação – IPAC – em 21.02.2011 
Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 - Texto: estagiário Érica Teixeira e Geraldo Moniz
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Vídeo sobre a História do Mercado Modelo


Esse vídeo, feito por meus caros colegas da faculdade, na qual conta um pouco da história do Mercado Modelo, um dos pontos turísticos mais visitados de Salvador.

Mercado Modelo


Entre o Elevador Lacerda e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia está um dos pontos turísticos mais visitados da cidade de Salvador e marco da cultura do Estado: o Mercado Modelo. Sua história repleta de momentos de dificuldade reflete, acima de tudo, a força do povo baiano. A construção da primeira sede do Mercado Modelo foi finalizada em 1912. O local era o principal centro de abastecimento da cidade, comercializando desde alimentos até charutos – todos trazidos do Recôncavo.
O Mercado Modelo estava localizado inicialmente, entre a Casa da Alfândega (atual mercado) e a Escola de Aprendizes de Marinheiros. Mas um trágico incêndio em 1969 destruiu todo o local, culminando na mudança para a Praça Cayru em 1971. Após essa mudança e com o crescimento de supermercados, o Mercado Modelo mudou a sua vocação inicial e passou a comercializar artesanato e outros produtos típicos da Bahia – administrados pela prefeitura municipal. Entretanto, um último incêndio aconteceu no Mercado Modelo, no ano de 1984, causando sérios danos ao local. Mas a reforma que foi realizada devolveu a mesma estrutura e reforçou a prevenção contra incêndios. E como todo ponto turístico de Salvador, o Mercado também tem suas curiosidades, como a descoberta de túneis no subsolo do prédio – utilizados para o armazenamento de produtos. Mas as lendas populares relatam que o local servia para guardar escravos recém chegados. E há ainda quem diga que ouve o barulho das correntes dos escravos da época.
Curiosidades não faltam dentro do Mercado, que além de local para o comércio é também o ponto artístico e cultural, que reúne desde capoeiristas, até músicos e poetas.

História do Carnaval de Salvador

O carnaval de Salvador é considerado a maior festa de participação popular do planeta. Criado e mantido até hoje pelo povo, trata-se de uma manifestação espontânea e livre das pessoas, na qual saem de suas casas para verem e curtirem as bandas encima dos trios elétricos.



Surgimento do Trio Elétrico


Surge em 1950, a famosa dupla elétrica. Após observarem o desfile da famosa "Vassourinha", entidade carnavalesca de Pernambuco que tocava frevo na Rua Chile, e empolgados com a receptividade do bloco junto ao público, a dupla elétrica formada por Adolfo Antônio Nascimento - Dodô - e Osmar Álvares de Macêdo - Osmar - resolveu restaurar um velho Ford Bigode 1929, guardado numa garagem, tornando-se assim o primeiro trio elétrico.
Totalmente mudado e pintado para a festa, a fobica virou o palco perfeito para à guitarra baiana. No Carnaval do mesmo ano, saiu às ruas tocando seus “paus elétricos” em cima do carro e com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às cinco horas da tarde do domingo de Carnaval, arrastando uma multidão pelas ruas do centro da cidade de Salvador.
O nome trio elétrico surgiu em 1951, quando, pela primeira vez, apresentou-se no Carnaval um conjunto de três instrumentistas. A "dupla elétrica" convidou o amigo e músico Temístocles Aragão para integrar o trio e tocar nas ruas de Salvador numa picape Chrysler, modelo Fargo, maior que a "fobica" do ano anterior, em cujas laterais se liam em duas placas: "O trio elétrico".
Osmar tocava a famosa "guitarra baiana", de som agudo; Dodô era responsável pelo "violão", de som grave, e Aragão, pelo "triolim", como era conhecido o violão tenor, de som médio. Estava formado o trio musical.
Em 1961, surge o primeiro desfile público do Rei Momo, papel desempenhado pelo motorista de táxi e funcionário público Ferreirinha.
No ano seguinte, surgiu o primeiro grande bloco de Carnaval, denominado "Os Internacionais", composto apenas por homens. Nesta época, a todo instante "pipocava" um trio elétrico novo, mas os blocos iam para as ruas acompanhados somente de baterias ou grupos de percussão. Foi aí que também apareceram as famosas cordas e as mortalhas para brincar o Carnaval. Em 1965 por decreto presidencial é proibido a fabricação, a comercialização e o uso do lança-perfume, introduzido em nosso Carnaval desde 1906, importado inicialmente da França e depois da Argentina.
Nos anos 70, a praça Castro Alves era o lugar do encontro no Carnaval. Em 1988, o Olodum desfilou pela primeira vez na Barra, deslocando o eixo da folia para a região, hoje a mais valorizada, transformada no circuito Dodô, em contraposição ao tradicional circuito do Campo Grande, também chamado de circuito Osmar.



Estas invenções transformaram o carnaval de rua de Salvador. Atualmente, são mais de dois milhões de foliões – baianos e turistas -  nas ruas e cerca de 234 entidades em 11 categorias (20 afoxés, 68 afros, 20 alternativos, 22 de samba, 45 blocos de trio, 03 especiais, 03 de índios, 07 infantis, 26 de percussão, 07 de sopro e percussão e13 de travestidos ) cadastradas na Saltur - Empresa Salvador Turismo, responsável pela organização e coordenação da festa. A Cidade do Carnaval ocupa uma área de 25 quilômetros, abrigando camarotes, arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, além de toda uma infra-estrutura especial montada pelos diversos órgãos municipais, estaduais e federais.

Fonte: http://www.carnaval.salvador.ba.gov.br/