Responsável por 235 imóveis no Centro Histórico de Salvador (CHS) o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), acaba de finalizar serviços de conservação nos prédios sob sua administração. O número de casas do IPAC corresponde a apenas 7,8% do total dos três mil imóveis estimados no Centro Histórico. Autarquia da secretaria estadual de Cultura (SecultBA), o Instituto é responsável pela política de salvaguarda dos bens culturais da Bahia.
Segundo o gerente de Patrimônio do IPAC, Raul Chagas, foram beneficiados 15 imóveis no Pelourinho que necessitavam de obras emergenciais, com investimento de R$ 237 mil. Duas intervenções ocorreram através da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), e o restante foi executado pelo próprio IPAC.
Recuperação de telhados e esquadrias de janelas, estabilização de fachadas, proteção com gradis, reposição de rampas, colocação de portões, e até execução de lajes e guaritas, foram alguns dos serviços. Beneficiaram-se casas nas ruas Frei Vicente, Alfredo Britto, Gregório de Mattos, Laranjeiras, Guedes de Brito, na Ladeira do Carmo, Largo Jubiabá, Mercado de Santa Bárbara e estacionamento Quarteirão Cultural. Após as reformas as casas são pintadas. “Conseguimos ainda a individualização do abastecimento de água em alguns imóveis”, comenta Chagas.
“A reforma é excelente. Fizeram pintura e ficou bem melhor”, comenta Evaldo Oliveira, proprietário do Ateliê dos Artistas Primitivos. “Parou de molhar depois da reforma no telhado”, afirma Marinalva Machado, da Fundação Mestre Bimba, que ocupa outra casa. O IPAC é responsável ainda pelo Palacete das Artes Rodin Bahia (Graça), Museu de Arte Moderna (Avenida Contorno), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), Forte de Santo Antônio (Carmo), e Palácio da Aclamação (Campo Grande).
Outros imóveis do CHS devem ser mantidos, como determina a legislação, por seus respectivos proprietários. “Muitos pensam, erroneamente, que o IPAC é responsável por todos os imóveis do Pelourinho, mas administramos apenas 235”, esclarece Raul Chagas.Pela Constituição Brasileira a administração do CHS é responsabilidade da Prefeitura do Salvador. Como o local é tombado pela União, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), esse órgão federal sobrepõe a tutela nessa parte da capital.
Durante as décadas de 1980 e 1990 o Estado fez desapropriações no CHS obrigando o IPAC a ficar com 237 imóveis (7,8%). “Realizamos obras, mas, contratualmente, os ocupantes são responsáveis legais pela manutenção dos imóveis que ocupam”, conclui o gerente do IPAC. Já os proprietários dos 92% restantes seriam particulares diversos, Igreja Católica Romana, Santa Casa de Misericórdia e irmandades católicas.
Os valores que o IPAC cobra pelas permissões de uso de seus imóveis são “locação social” já que sempre estão abaixo 60% do valor de mercado, reforçando a necessidade dos ocupantes se responsabilizarem pela manutenção. Outras informações sobre os imóveis do IPAC são disponibilizadas na Gepai/IPAC, via telefones (71) 3117-6496 e 3117-6489. Mais dados do IPAC no site www.ipac.ba.gov.br.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 14.03.2011
Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 - Texto: estagiária Érica Teixeira e Geraldo Moniz. Contatos: (71) 3117-6490, ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba
Nenhum comentário:
Postar um comentário