sábado, 26 de março de 2011

São Joaquim é campo para projeto com APAE até abril




Até o final do próximo mês de abril (2011) a Feira de São Joaquim é o grande campo de experimentação para o projeto Cores e Sabores que beneficia adolescentes e adultos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), com apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
“Os editais do IPAC apoiam projetos da sociedade civil que realizam ações educativas e promovam os bens culturais baianos, sejam eles materiais ou imateriais”, explica o coordenador de editais da Assessoria Técnica do IPAC, Layno Pedra. Segundo o técnico, os editais garantem, ainda, ferramentas mais transparentes e democráticas para a distribuição de recursos públicos.
O projeto ganhou aporte de R$ 34,7 mil do IPAC depois de selecionado por comissão formada por especialistas das áreas da educação, história e antropologia. De 2009 a 2011 o IPAC vem executando 73 projetos. “Os recursos são do Fundo de Cultura do Estado e, em dois anos, de 2008 a 2010, já foram investidos mais de R$ 2 milhões”, relata Pedra. 
Localizada entre a Avenida Oscar Pontes e às margens da Baía de Todos os Santos, em Salvador, a São Joaquim é a maior feira ao ar livre da capital baiana. Antes de 1964 quando ocorreu um incêndio, ela ocupava área próxima, alagadiça e à beira-mar, em frente à Casa Pia e Órfãos de São Joaquim – edificação de 1709 e tombada como monumento nacional desde 1941 – em local denominado Água de Meninos. Além de central de abastecimento de produtos do Recôncavo, a feira tem importância por sua dimensão sócio-cultural simbólica que detém ricas tradições, saberes e fazeres estruturantes da identidade baiana.
Segundo Sandra Bahia, professora da Apae, o projeto Cores e Sabores é apoiado pela associação com cessão de espaço e estrutura interna para encontros e aulas. “Os alunos passam a conhecer a feira, atividades dos feirantes e produtos comercializados, obtendo mais vivências e conhecimentos”, comenta a educadora. O projeto foi elaborado e inscrito nos editais do IPAC pela arte-educadora Adelina Rebouças e o arquiteto e museólogo Afrânio Simões Filho.
Ao conhecer a feira, os alunos ganham conhecimentos sobre matemática via comercialização de produtos e a variedade do artesanato baiano, são acolhidos na inserção sócio-cultural aprimorando noções cognitivas e sensoriais fundamentais para o desenvolvimento de pessoas especiais. “Esse projeto incentiva os alunos a evoluírem, mostrando a realidade fora das salas de aula”, diz Edinaldo Jesus, comerciante da feira há mais de 20 anos que presenciou uma das visitas.
A Apae é filantrópica, sem fins lucrativos e presta assistência a pessoas com deficiência intelectual. As doações à Apae são revertidas para atendimento. Centros médico, educacional, formação profissional, laboratório, triagem neonatal e difusão de tecnologia são alguns dos serviços da entidade. “A Apae tem apoio do SUS, da população, convênio com empresas e recebe doações também via telemarketing”, explica Mariana Mota, professora da instituição.
Contatos com Apae através do telefone (71) 3313-6788. Já os editais do IPAC e projetos vencedores são publicados no site www.ipac.ba.gov.br. Mais informações através do endereço eletrônico editais@ipac.ba.gov.br e, nos horários comerciais, via telefones (71) 3117- 6491 ou 3117-6492.

Assessoria de Comunicação IPAC – em 24.03.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 – Texto base: estagiária Érica Teixeira e Geraldo Moniz. Contatos: (71) 3117-6490, ascom.ipac@ipac.ba.gov.br www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba

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